quinta-feira, 12 de abril de 2018

O Amor

O amor se esconde, nos becos, nas sombras, nos lugares frios e úmidos e escuros e esquecidos, no abandono e no esquecimento. O amor se esconde, naquela terra estéril esconde-se o amor, naquelas sombras que ocultam vidas que se refugiam, que fogem dos mortos, salvando suas vidas onde não há nada aos olhos dos outros, daqueles que vivem em trevas mais densas.

Quem encontrará o amor? Quem descobrirá sua luz senão aquele que o quiser plantar, que o quiser lançar nas sombras, nos lugares frios e úmidos e escuros e esquecidos, no abandono e no esquecimento?

O amor floresce tão logo é plantado, é grande porque é pequeno, semente lançada na terra e regada a suor, regada de sangue, é flor e fruto de um dom integral, de uma vida que escolhe esquecer-se por outra, por aquela abandonada, esquecida ali onde o amor se esconde, na sombra e no frio, no abandono e no esquecimento.

Encontra-o quem já o possui, quem se faz amor, quem vai ao encontro do outro e se faz próximo e se esquece de si, o amor não busca seu próprio interesse, não guarda rancor, não vive nas trevas nem a sombra o pode conter, o amor não mata nem pode morrer, é mais forte que a morte e faz reviver.

O amor se esconde esperando encontros para aparecer. Ele já nos atrai, deixemo-nos mover!

sábado, 17 de março de 2018

Coroa de Cristo

Coroa de Cristo, coroai-me, purificai meus pensamentos e sentimentos de qualquer vestígio de orgulho, vaidade e presunção que me possam arrastar para longe de Cristo. Ensinai-me a humildade de meu Redentor e Salvador, para jamais pretender conseguir por minhas próprias forças o que somente a graça de Deus me pode dar: a justificação e a Salvação Eterna.

Manto ensanguentado de Cristo, cobri-me, cobri a vergonha de meu pecado e de minha rebeldia e ensinai-me a mansidão do Verbo Encarnado, o silêncio e a livre submissão à vontade do Pai, a fim de que jamais me rebele quando se dilatar o tempo das penas em vista do prêmio da Glória futura.

Sudário de Cristo, envolvei-me, fazei-me viver já morto para a vida presente, olhos fixos na Promessa de Vida Eterna feita por meu Senhor, sepultado para o pecado, vivo para o Reino de Deus.

Santa Cruz de Cristo, sustentai-me, servi de bastão para acelerar a marcha para o cume, ao mais alto cume, ao Calvário de minha existência tão breve, para que Ele, Meu Jesus, cresça e eu diminua, que Ele apareça em minha pequenez.

Paixão de Cristo, atraí-me, amor de Cristo, consumi-me, sede meu motivo, razão de cada palavra e de cada silêncio, de cada gesto, de cada sacrifício, de cada escolha e de cada renúncia e da opção fundamental de minha vida.

Olhar amoroso de Cristo, consolai-me em meus medos e frustrações, em minhas esperas sede meu conforto e minha força!

Jesus Cristo, ternura do Pai, chamai-me e perdoai minhas culpas, a fim de que, livre de todo fardo, vos siga fielmente até o fim de meus dias e possa merecer estar contigo no Céu por toda a eternidade. Assim seja.